Pós-edição humana de traduções automáticas

A tecnologia de tradução automática obteve avanços impressionantes nos últimos anos. Há alguma discussão sobre se a “paridade humana” foi alcançada. Na Trusted Translations, acreditamos que, para algumas situações, ela tenha sido alcançada. No entanto, na maioria dos casos, reconhecemos que ela ainda não pode substituir o discernimento de um tradutor humano qualificado. Um toque humano agrega mais ou menos valor, dependendo de alguns fatores, como combinação de idiomas, domínio do conteúdo, complexidade e nível técnico, se ele é prosaico ou criativo, quão bem escrito é o conteúdo de origem, formato de entrada etc.

Devido a essas variações infinitas, as traduções automáticas não são (e provavelmente nunca serão) capazes de detectar e implementar a tradução correta em todas as situações. Portanto, para obter um resultado de tradução altamente confiável ao utilizar a tradução automática, a pós-edição humana será indispensável na maioria dos casos. Além disso, para melhorar o desempenho do seu Motor de tradução automática neural personalizado (CMTE), o feedback de um linguista humano é necessário para a reciclagem.

Na Trusted Translations, temos linguistas especialistas, treinados especificamente para pós-editar traduções geradas por máquinas. Nossos pós-editores especialistas utilizam sua experiência com resultados de tradução automática para não apenas corrigir a tradução, mas também para melhorar o resultado futuro da tradução automática.

Com as ferramentas tecnológicas adequadas, o processo de pós-edição melhorará a qualidade de um projeto de tradução atual, permitirá que você guarde esses dados de qualidade em sua memória de tradução (TM) e melhorará a eficiência e a precisão do motor de tradução automática para projetos futuros.

Processos de tradução e pós-edição

Os processos de tradução e pós-edição de conteúdo gerado por máquinas são bem diferentes; cada um exige habilidades e treinamento distintos. Nem todos os linguistas se sentem à vontade para fazer a pós-edição. E, mesmo que se atrevam a aceitar a pós-edição, talvez não conheçam as regras e provavelmente precisarão de algum treinamento. Recentemente, o meio acadêmico começou a desenvolver programas para atender à crescente demanda de pós-editores humanos.

Tudo começa com o processo mental usado ao revisar o conteúdo bilíngue. Ao traduzir o conteúdo do zero, diante do fato de que o “destino” (a tradução em potencial) é uma tela em branco, os tradutores normalmente seguem este processo:

  • Ler atentamente o conteúdo de origem.
  • Formular a tradução internamente (ou seja, no cérebro).
  • E, finalmente, digitar sua versão no idioma de destino (tradução) em um programa ou interface de software.

Dependendo do conteúdo e do projeto, o tradutor pode editar o texto imediatamente, fazer pesquisas adicionais ou retornar posteriormente a ele quando o texto inteiro tiver sido traduzido.
O processo, ao traduzir uma correspondência difusa ou completa, proveniente de uma memória de tradução (TM), pode variar um pouco, mas normalmente três etapas estão envolvidas. Se eles encontrarem conteúdo para melhorar:

  • Eles leem cuidadosamente o conteúdo de origem.
  • Daí eles leem com atenção o conteúdo de destino oferecido pela TM.
  • Eles digitam sua versão adaptada para o idioma de destino (tradução) em um programa ou interface de software.

Ao pós-editar conteúdo traduzido por máquina, o processo é diferente e envolve as seguintes etapas:

  • Uma frase ou segmento do resultado da MT é lido (ou seja, o processo começa no destino).
  • O resultado da MT é comparado com o texto de origem.
  • Os pós-editores fazem alguns ajustes de qualidade do resultado da MT, com base em instruções explícitas.
  • Se o resultado da MT for decente o suficiente, eles trabalharão nisso para melhorar o texto.
  • Se o resultado da MT for de baixa qualidade, eles excluem o que a MT está oferecendo e o traduz novamente (como no processo de tradução listado acima).

Pós-edição humana e tradução humana

Há uma diferença significativa nas habilidades e na abordagem envolvidas ao revisar traduções humanas versus traduções geradas por máquina. Em geral, os tipos de erros encontrados nas traduções humanas diferem muito daqueles encontrados no texto traduzido por uma máquina. Por exemplo, as traduções automáticas tendem a ser mais precisas ao transpor valores numéricos. Os motores automáticos também são menos propensos a deixar conteúdo para trás (por exemplo, omitir uma frase em um longo parágrafo legal). No entanto, as traduções automáticas também tendem a produzir frases mais estranhas. Alguns motores de MT também podem ter um desempenho muito ruim com terminologia.

As traduções humanas, por outro lado, tendem a ser melhores na criação de uma tradução com som natural, com menos erros de contexto e significado, apesar de serem mais propensas a erros ao traduzir valores numéricos. Um linguista também é mais propenso a fazer omissões. Alguns podem até ser propensos a adicionar conteúdo ao tentar propositadamente desambiguar. Mas isso certamente se desvia da fonte. Na Trusted Translations, treinamos nossos pós-editores de tradução automática para reconhecer essas diferenças e utilizar nossas ferramentas próprias para melhorar o resultado. Além disso, nossas ferramentas ajudam o editor a traduzir novamente frases que parecem estranhas, de uma maneira que “treina” o motor de tradução automática para melhorar o resultado futuro.

Pós-edição leve e completa

Na Trusted Translations, aderimos ao princípio de que não existe uma solução única para todos, e que devemos adaptar todas as soluções às necessidades dos nossos clientes.

Se a qualidade é o fator determinante, avaliamos não apenas a perspectiva do desempenho do motor, mas também o nível de pós-edição necessário, de acordo com a usabilidade da tradução. Nesse caso, uma pós-edição completa (pronta para publicação) é solicitada como resultado para esta tarefa. Ou seja, se o conteúdo bilíngue passar por uma etapa de revisão adicional (edição, por exemplo), o editor não deve detectar diferenças entre um segmento pós-editado pela MT e um segmento 100% HT (traduzido por humanos).

Se o custo é o fator determinante, ou se o tempo for essencial – e a qualidade do resultado da MT for decente o suficiente -, podemos recomendar apenas uma pós-edição leve para melhorar o fluxo do texto, corrigir os principais erros gramaticais com a ajuda de um corretor ortográfico e até melhorar o uso da terminologia.

Pós-edição e pré-edição

A pós-edição não deve ser confundida com a pré-edição. A pré-edição refere-se à preparação envolvida antes da execução de um texto específico por meio de uma ferramenta de tradução automática. Isso envolve revisar o conteúdo para erros básicos, marcar um determinado conteúdo para ser traduzido de uma certa maneira (ou não ser traduzido) e otimizar a formatação. Essa preparação antes de utilizar a ferramenta de tradução pode melhorar significativamente a qualidade da tradução e é considerada uma etapa vital na maioria dos projetos de tradução automática.

A incorporação de um processo eficiente de pré-edição pode melhorar bastante a tradução, facilitando o trabalho dos pós-editores e produzindo uma tradução de qualidade. À medida que a tecnologia de tradução automática continua a melhorar, será vital possuir as habilidades humanas necessárias nos processos de pré-edição e pós-edição para produzir traduções de alta qualidade.